quinta-feira, 9 de julho de 2009

... e... Ação!

Não me lembro se cheguei a comentar aqui sobre o frio que se instalou na minha barriga desde a semana passada. No começo dessa semana ele evoluiu para um iceberg, daqueles bem grandes e pontudos, que ficava me cutucando de dentro para fora (não vão pensar besteira... hein). Como ele, o iceberg, pensa que é pokemon e precisa evoluir constantemente, virou uma dor de barriga imensa. Isso porque sou uma moça fina e não vou dizer caganeira...
Ai, como se não bastasse tudo o que tenho que fazer! Agora preciso ir ao banheiro de hora em hora!
Bom, como não comi nada estragado que precise sair desse meu corpo, o motivo da diarréia deve ser ansiedade. Então, o melhor a fazer é pensar em coisas boas, pássaros voando, nuvens coloridas, essas coisas. Quem sabe resolve, né.
E vamos falar do que realmente interessa:
- Ação!
É isso aí mesmo que vocês estão pensando... Eu disse o meu primeiro “ação” hoje. E foi uma sensação fantástica! Quase fiz côco nas... afffffff... Preciso parar de falar nisso! Acabei de chegar do nosso primeiro ensaio dramático e foi muito, mas muito melhor do que eu imaginava. Não pelos atores, eu confio plenamente em cada um deles. Mas por mim. Eu não sabia se saberia o que fazer. E eu soube. E bem direitinho.
Modéstia a parte, o Hunfrey me deu um apoio maravilhoso e mais uma vez foi meu professor amigo. Além disso, eu me senti muito bem entre o elenco. Divertidíssimo, diga de passagem.
A Carla e a Ermínia (não vou chamá-la de dona, nem de senhora, pois a juventude está em todos seus movimentos, risadas, olhares) são figuras! Rimos muito delas...
O Hunfrey me surpreendeu por me mostrar o Genaro muito próximo daquele que criei. Não vejo dificuldade alguma em atingirmos o ponto exato que o filme pede. É só acertar o sotaque italiano e pronto. A Ermínia incorporou a D. Lourdes e mesmo sem ter o texto decorado mostrou a que veio.
Mas a emoção encheu meus olhos de lágrimas (pode parecer piegas, mas foi mesmo assim que aconteceu) quando me deparei com o olhar da Karen, na cena em que é surpreendida pela mãe. A Carla deu um vigor à D. Ana que tornou a personagem real, palpável. Força no olhar, nos gestos, na voz. Incrível. E o olhar aflito combinado com a voz titubeante, aos movimentos nervosos da Karen, descortinaram uma Heloísa trêmula, cansada da vida, revoltada com o mundo... Foi lindo. Verdadeiramente lindo.

Amanhã teremos a reunião decisiva antes de começar. Pois é, começaremos! No sábado serão feitas as primeiras cenas do filme. Dá para entender agora a causa da minha dor de barriga????

Tem um pessoalzinho ralando muito para que isso aconteça. Não a minha dor de barriga, claro. O filme. Cada um com suas equipes, Daval, Flavinha e Valquíria deram um duro danado durante essa semana para deixar tudo pronto.

O Leandro está longe e, por causa disso, quase tive um ataque de nervos. Ontem consegui um contato praticamente extraterreno com ele via MSN, pois eu demorei a acreditar que estava teclando com a criatura sumida. O coitado está em Goiás, perdido nesse mundão de meu Deus, trabalhando. Graças aos céus me acalmei ao ver letrinhas sendo escritas por ele na minha tela e agora acho que a coisa vai. Acho não, tenho certeza.

Antes de terminar esse post, preciso agradecer a todos meus colegas de equipe. Todos vocês que estão trabalhando; ao elenco que incorporou cada personagem com tanto carinho, aí vai meu sincero agradecimento. Estou muito orgulhosa de todos vocês! Tenho certeza de que vamos fazer um excelente trabalho.

Um beijo no coração de cada um...

Bia

Olhares de Flavinha (visitas às locações, festa junina, sorteio da rifa e churrasco)


































































































































domingo, 5 de julho de 2009

Últimos acontecimentos

Estou cheia de problemas pessoais para resolver e por isso ando sumida. Aliás, sempre tenho uma desculpa para não atualizar o blog, não é mesmo? Mas é que estou rodando bem no olho do furacão e quando consigo sair de lá, nem que seja por alguns minutos, tudo o que quero (e faço) é deitar na minha imensa cama e cobrir a cabeça com o edredom. Pode não ser bonito, pode não ser a melhor solução, mas me dá uma paz... e um calor... rsrsr...
O churrasco

Fiquei de contar sobre o churrasco no último post. Como não poderia deixar de ser, o assunto recorrente durante nossa festinha foi... Quem se arrisca? Filme, filme, filme! Brincadeira... Também falamos sobre filme, filme, filme, filme... rsrsrs... A verdade é que foi um “churrasco cultural”. Até pensei em criar essa festa. Tem a “feijoada do fulano”, o “churrascão do beltrano”, etc, etc. Então, podemos criar o “churrasco cultural”! Será que dá dinheiro? Rsrs
Falando sério, nem todos da equipe compareceram, mas o pessoal que foi se divertiu bastante. Boa conversa, boa comida, boa companhia. Discutimos tendências do cinema, fizemos muitas fotos legais sobre tudo, trocamos conhecimento. Foi muito bacana.

A festa junina

Microondas queimado. Trabalho escravo. Risadas. E muita diversão. Esquisito? Que nada! A Festa Junina da Unilago foi um estouro! Quer dizer, um barulhinho pequeno, que só o Fernando e o Daval escutaram quando eu liguei o meu microondas 110W, na energia 220W. O coitado queimou, mas o Valmir buscou rapidamente o dele para substituir. Trabalhamos muito durante a semana para fazer o escondidinho (prato típico de não sei onde, feito de purê de mandioca e carne seca) que venderíamos na festa. No final das contas, vendemos muito bem, mas o lucro empatou. Menos mal, não deu prejuízo.
A parte boa é que nos divertimos muito. As meninas quebraram tudo (no bom sentido) dançando na barraca, divulgamos o filme e bebemos muito quentão doado pela barraca ao lado. Não posso reclamar, foi bem legal.
A rifa

O que rendeu um pouco melhor foi a rifa. Nem todos os números foram vendidos, mas tivemos uma boa arrecadação, dinheiro que servirá para iniciarmos as filmagens. Já compramos até as perucas do personagem principal!

E, enfim, sorteamos a rifa. Quem ganhou foi uma aluna do 2º ano de Jornalismo da Unilago, Camila Lopes. Obrigada por nos ajudar! E parabéns!
Colocaremos uma foto da entrega do prêmio aqui no blog. Em breve!
Melhor notícia da semana!
Agora a parte melhor de todas: conseguimos as refeições para a equipe! Eu quase tive um troço quando recebi a confirmação que a TERCEIRO TEMPO FUTEBOL E PETISCARIA acreditou em nosso projeto e aceitou nos patrocinar. Mais uma vez agradeço ao Washington, proprietário do estabelecimento, pelo apoio e carinho. Tenho certeza que você será muito bem recompensado com esse investimento.

Eita, post grande, sô! Cruzes, acho que ainda estou contaminada pelo clima junino... rsrs... Eu tenho mais uma coisa super importante para contar, mas só no próximo capítulo... rsrs... Aguardem, ainda essa semana, mais notícias sobre “A Caminho do Céu”. E dessa vez, prometo não sumir!

Beijo,

Bia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tudo ao mesmo tempo agora

Já é tarde, mais de uma da madrugada. Mas não tinha como deixar para escrever amanhã... Minha emoção é tamanha, indescritível, absurda. Nem todos os adjetivos do mundo seriam capazes de definir o que estou sentindo nesse momento. E sabem porquê?

ACABEI DE LER O ROTEIRO TÉCNICO QUE O LEANDRO FINALIZOU!

Há poucos minutos VI cena a cena do filme desfilando frente aos meus olhos. VI os personagens vestindo as roupas que o pessoal do figurino idealizou, VI cada cena com a luz e textura definidas, OUVI as falas saindo de suas bocas, OUVI a trilha sonora ao fundo...
Eu escrevi essa história. Eu iniciei esse projeto. E há poucos minutos fiz parte da vida de cada um dos personagens que criei, me envolvi com a trama. Fui espectadora!!!!! E chorei no final como uma espectadora comum...

Já estou realizada tendo visto meu texto tomar forma de filme. Mas isso só me faz encher o peito, tomar fôlego novo e criar mais coragem ainda para carregar muita lenha para essa imensa fogueira que estamos construindo.

Obrigada a todos da equipe, todos que estão nos apoiando, a meu marido e meus filhos (que me agüentam falando de filme 24 horas direto) por transformar meu sonho em realidade.

Estou me sentindo cineasta...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

As últimas


Devo ter perdido boa parte dos leitores depois desse prolongado sumiço. Fazer o que, não é mesmo? Não se pode ter tudo nessa vida... Hoje teremos um post longo, há muita coisa para ser dita.
O negócio é que coisas estão caminhando. Semana passada aconteceu o 4º Fórum de Jornalismo da Unilago e, na noite em que foram entrevistados vários colunistas sociais da cidade, ganhamos uma página no jornal Bom Dia. Quem teve a brilhante iniciativa de escrever um bilhetinho e enviar aos participantes da noite foi uma das produtoras do filme, a Karol. Imediatamente, o Beck (colunista do Bom Dia) prontificou-se a nos ajudar com essa entrevista, que será publicada no próximo domingo.

Pegando esse gancho, devo confessar que prefiro entrevistar a ser entrevistada. Como é difícil dar entrevista! Que medo de parecer ridícula!!! Engraçado que não tenho o menor receio de escrever aqui ou mostrar meus textos (sejam eles bons ou ruins), mas responder perguntas prontas, ter que “parecer” inteligente para não derrubar a credibilidade do filme... afffffffffffff (com todos os efes possíveis!)... Que medo! Afinal não sou só eu ali na entrevista: é o filme, a equipe, todo um projeto. Seja o que Deus quiser!
Mas até o final disso tudo já estarei mais treinada, espero. Até agora foram uma entrevista para a rádio Líder, uma para o programa “Opinião Cidade”, uma para o Diário da Região, uma para o “Bom Dia” e uma para o blog “A Fazenda”. É, a Grazy está trabalhando bem, não acham?
O pior de tudo ainda não contei. Quem me conhece um pouquinho mais, sabe do meu pânico em ser fotografada. Vai ver que tenho algum distúrbio, sei lá. Daqueles que a pessoa não se reconhece no espelho ou em fotos. O fato é que minhas mãos suam, meu corpo treme, não consigo parar de rir... Melhor nem comentar o resto. Precisei da ajuda da Grazy para fazer as fotos que sairão no Bom Dia de domingo. Que Deus me ajude!

A Unilago promove, no próximo dia 25 de Junho, sua tradicional festa junina. Como não poderia deixar de ser, lá fui eu mendigar uma barraca para arrecadar dinheiro para o filme. E consegui! Venderemos uma iguaria deliciosa: escondidinho. Para quem não conhece, é um prato feito à base de purê de mandioca e carne-seca. Fantastique!
A nossa rifa está indo de vento em popa! Aqui em casa, coloquei toda a família para vender...rsrsrs... Coitados...

Agora o mais importante: os trabalhos técnicos de “A Caminho do Céu”. Tivemos uma reunião super produtiva semana passada. A equipe do figurino, Flavia, Manuella e Valmir, apresentaram suas idéias. Fiquei muito feliz com o resultado e as decisões que tomamos vão enriquecer muito nosso trabalho. Eles buscaram os fundamentos da semiótica e aplicaram no conceito das roupas que pretendemos vestir os personagens. Sabe aquela velha história que todo mundo se pergunta quando estuda filmes, textos, músicas: será que o autor pensou para fazer isso? Olha, nessa altura do campeonato já dá para dizer que tudo é meticulosamente pensado. Existem gênios, é claro. E esses até devem fazer as coisas intuitivamente. Não sei se somos gênios. Para não arriscar, estamos estudando tudinho.

O Leandro deu uma boa adiantada no roteiro técnico. Depois vamos nos reunir para acertar as arestas.

A equipe do Daval (direção de arte) e as produtoras Valquiria e Mayla, visitaram o hotel São Paulo mais uma vez e definiram uma série de coisas importantes por lá. Móveis, objetos de cena, o que vamos precisar, o que o hotel pode emprestar, etc, etc. Até já agendamos um dia para filmar. Me dá um frio na barriga... Quando tudo estiver certinho, eu informo o início das filmagens. Mas já está pertinho, pertinho...

Fazer esse filme tem sido um excelente exercício para mim. Não só o desenvolvimento como roteirista, diretora, enfim, a parte artística da coisa. Estou aprendendo a delegar. Não se pode fazer um trabalho desse porte sozinho, não se a gente quiser que fique realmente bom. Eu sempre fui monopolizadora e tive medo, no início, de estressar por qualquer coisa. Acho que isso se deve a ter trabalhado com pessoas que não eram passíveis de confiança, seja por incompetência ou por fazer corpo mole. Tenho que erguer as mãos aos céus todo dia para agradecer, pois esse não é o caso da equipe do filme. Daí, algumas pessoas me cobram por não terem sido convidadas a fazer parte desse projeto. Não é que sejam pessoas incapazes, mas talvez eu não tenha enxergado nelas a capacidade específica que era necessária. E, como seres humanos que somos, não conseguimos ser bons em tudo. Com certeza, essas pessoas têm dons que eu nem imagino e vão sobressair-se em outros projetos.

Como nem tudo é trabalho nessa vida, domingo faremos um churrasco de confraternização. Durante a semana eu conto como foi tudo e coloco umas fotos da galera.

Beijos a todos!

Bia

terça-feira, 2 de junho de 2009

Estamos ficando famosos...rsrsrsr...

Hi, people!

Segue o link de uma entrevista bem bacana que o jornalista Carlos Petrocilo fez comigo e postou no seu blog. Espero que cada vez mais e mais pessoas vejam nossa luta e nos apoiem!

http://afazenda.blog.terra.com.br/2009/06/02/vendendo-rifa-para-fazer-cinema/#comment-13

Abraços!